Plano de Trabalho |
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| 1 - METODOLOGIA |
A metodologia adotada para a Novo Plano Diretor Participativo de Volta Redonda, foi elaborada de maneira a garantir a construção de um processo de fortalecimento da Gestão Pública Democrática na cidade, com ampla participação social. Procuramos trabalhar atendendo as condições e orientações do Programa de Fortalecimento da Gestão Urbana, do Ministério das Cidades. Estes eixos de orientação estão em consonância com os princípios constitucionais e as diretrizes do Estatuto da Cidade.
Para a realização dos trabalhos, estamos contratando uma Consultoria Técnica e uma Consultoria de Mobilização e Capacitação.
A proposta para elaboração do Novo Plano Diretor está estruturada em 4 partes, à saber:
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| 1 - Estruturação, Mobilização e Capacitação; |
| 2 - Leitura da Cidade e Construção de Diagnósticos; |
3 - Formulação e Pactuação de Propostas e Definição dos Eixos Estratégicos; |
| 4 - Conferência e Elaboração do Anteprojeto de Lei. |
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Para a elaboração dos trabalhos além das consultorias mencionadas acima, será instalado um Conselho Gestor composto pelos Poderes Executivo e Legislativo e por representantes da Sociedade Civil – Decreto Municipal nº. 10 585/06.
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| 2 – PRODUTO I - ESTRUTURAÇÃO E MOBILIZAÇÃO |
| 2.1 – Estruturação |
Para a elaboração do Novo Plano Diretor, formaremos Organismos Institucionais sendo que os 4 primeiros foram nomeados, através de Decreto, pelo Prefeito Municipal e serão contratados serviços de ONGs e Escritório de Consultoria, conforme discriminado à seguir:
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| - Conselho Gestor |
| - Comitê Técnico |
| - Comitê de Mobilização |
- Secretaria Executiva
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MOBILIZAÇÃO
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| I – CONTRATAÇÃO DE ESCRITÓRIO TÉCNICO E CONSULTORIA PARA MOBILIZAÇÃO. |
Será contratado um Escritório Técnico com grande experiência na elaboração de Planos Diretor para dar suporte as questões técnicas do Novo Plano Diretor Participativo.
Consultoria para mobilização: Será contratada uma ONG, com reconhecida capacidade em mobilizar e capacitar os diversos segmentos da sociedade.
A capacitação dos atores será exercida durante as plenárias que terão 4h de duração, sendo dividida em 7 etapas por reunião, sendo elas:
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1º - Explanação com breve histórico de V. Redonda, reforma urbana, constituição federal, estatuto da cidade.
2º - Filme do ministério das cidades sobre o Plano Diretor Participativo.
3º - Instrumentos e aplicações dos mesmos do estatuto da cidade.
4º - Intervalo para o coffe break
5º - Dinâmica para apresentação de aspectos positivos e negativos da cidade no contesto urbano, com apresentação e discursões.
Conclusão com os aspectos mais relevantes de cada segmento ao qual chamamos de pré- diagnostico.
A difusão das atividades e resultados, será através de boletins informativos, site, entrevistas nas rádios locais e jornais.
Obs: O público alvo, já cadastrado na prefeitura, são todos os seguimentos da sociedade já envolvidos anteriormente neste processo de discussão da cidade através das respectivas entidades participando principalmente das duas conferências da cidade no período de 2003 a 2005.
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| II – ETAPAS DE LANÇAMENTO DO NOVO PLANO DIRETOR PARTICIPATIVO |
| II.1 – Plenária para lançamento do Novo Plano Diretor Participativo |
Convocada uma Plenária Pública para o lançamento do Novo Plano Diretor Participativo, com a presença de autoridades locais dos Poderes Executivo e Legislativo e dos diversos Segmentos Sociais, com a seguinte pauta:
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| - Apresentação dos Decretos 10.585 e 10.586; |
| - Esclarecimentos sobre a importância do Plano Diretor Participativo na construção de uma cidade mais justa e desenvolvida; |
| - Apresentação da proposta da Metodologia que será utilizada para a elaboração do Novo Plano Diretor Participativo; |
- Apresentação das próximas etapas do processo.
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| II.2 – Plenárias e Fóruns para leitura e finalização do Processo |
Acontecerão em 3 etapas, sendo:
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| - A primeira, constituída por um conjunto de 9 Plenárias para a “Leitura/Levantamento de Diagnóstico da Cidade” e 1 Fórum de elaboração de “Diagnóstico de Consenso”; |
| - A segunda, composta de 9 Plenárias para Levantamento de “Propostas Estratégicas” e 1 Fórum para “Pactuação das Propostas”; |
- A terceira, composta por um Fórum para “Conferência da Cidade”e “Homologação do Ante-projeto de Lei” do Novo Plano Diretor Participativo;
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| III – DAS PLENÁRIAS |
Durante as etapas de Leitura da Cidade municipal e da Pactuação das Propostas, serão feitas Plenárias com a participação dos seguintes segmentos:
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| - Poder Público; |
| - Poder Legislativo; |
| - Poder Judiciário; |
| - Empresários; |
| - Movimentos Sociais e Populares; |
| - ONG’S; |
| - Sindicatos dos Trabalhadores e Entidades Acadêmicas e de Pesquisa; |
| - Conselho de Classe. |
Ao todo, serão 18 Plenárias.
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| IV – ESTRATÉGIAS DE COMUNICAÇÃO |
Para a divulgação de todas as etapas serão usados os seguintes recursos de comunicação:
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| - Rádios e jornais; |
| - Outdoor, faixas e cartazes; |
| - Informativos; |
- Baners;
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| 3 – LEITURA DA CIDADE |
A Apropriação do conhecimento da realidade do município é etapa fundamental no processo de elaboração da revisão do Novo Plano Diretor Participativo, pois, aqui se consagra a integração dos diversos olhares que se tem sobre o território no conjunto de percepções possíveis do bem comum.
A construção da “Leitura Comunitária” e da “Leitura Técnica” permite refletir sobre os problemas e as potencialidades, vocações e tendências de cada parte do território municipal e os temas que serão trabalhados. É também onde começamos a identificar os conflitos de interesse e de perceber as possibilidades de se estabelecer alianças e parcerias.
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| 3.1 – Leitura Técnica |
A Leitura Técnica ajudará a compreender a cidade, pela comparação entre dados e informações sócioeconômicas, físicos territoriais, patrimônio cultural, condições ambientais e de infra-estrutura disponíveis. Esse trabalho será feito pela equipe técnica da prefeitura.
Mais do que reunir dados do município, a leitura técnica deverá revelar as desigualdades e diversidades entre os bairros da cidade; deverá reunir análises de problemas e tendências de desenvolvimento local e regional.
Essa atividade inclui levantamento e organização das informações disponíveis na prefeitura municipal, nos órgãos estaduais, em instituições de pesquisa e demais fontes secundárias e a coleta de informações por meio de visitas à campo, entrevistas com ocupantes de cargos técnicos de administração ou outros qualificados. Outro dado importante à ser levantado pela equipe técnica é a análise da Legislação Urbanística atual.
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| 3.1.1 – MAPAS TEMÁTICOS |
O processo de elaboração da Leitura Técnica, incluíra a caracterização geral do território à partir da análise das informações levantadas com a elaboração de mapas temáticos. Os mapas deverão permitir fácil visualização e compreensão dos temas prioritários, nas estratégias de expansão urbana, na organização do território e nas áreas de aplicação do Estatuto da Cidade. Cabe ressaltar que a produção da informação não é um trabalho estático. Em todas as etapas as equipes devem estar preparadas para atualizações, correções, aperfeiçoamentos e aprofundamentos das análises.
Os mapas temáticos, elaborados a partir de base georeferenciada atual serão os seguintes:
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| - Localização das áreas de preservação ambiental, de proteção de mananciais a começar pelas unidades de conservação já estabelecidas; |
| - Localização das áreas de risco, de escorregamento, inundações, erosão e as áreas degradadas que exijam ações especiais de recuperação; |
| - Localização das áreas e/ou elementos de interesse histórico e cultural protegidos, inclusive os de valor simbólico para a Comunidade; |
| - Localização da situação da propriedade da terra, a distribuição e a forma de uso da propriedade, como por exemplo, imóveis, lotes ou glebas vazios, especialmente os que sejam servidos de infra-estrutura; |
| - Evolução Histórica do município, o núcleo da cidade, seus marcos de origem, referências históricas e culturais, principais períodos e fatores que determinaram a forma de ocupação; |
| - Localização da inserção regional do município, especialmente em relação à circulação de pessoas, de mercadorias, de bens e serviços. Devem ser mapeados e analisados os vínculos entre municípios, sejam vizinhos ou não; |
| - Localização dos deslocamentos da população, circulação viária, transporte na cidade e na região; localizar as áreas de maior incidência de acidentes de transito, quantificar a frota de veículos, incluindo bicicletas, identificar os principais pólos geradores de tráfego; |
| - Caracterização e distribuição da população: população por bairro, população por faixa etária e escolaridade, população por condições de emprego e de renda familiar, crescimento ou evasão da população (fonte principal: IBGE); |
| - Ocupação atual do território: Atividades e formas de uso e ocupação do solo já existente, vazio urbanos, áreas habitacionais, indicando os diferentes padrões; |
| - Infraestrutura urbana: serviços e equipamentos, redes de infraestrutura e população atendida; |
| - Mercado imobiliário e as tendências em curso; |
| - Atividades Econômicas: Atividades econômicas predominantes, inclusive as informais e sua importância regional, atividades em expansão ou retração, bem como as suas participações na receita do município; |
- Além dos mapas temáticos, será levantada e analisada a Legislação Urbanística existente, se está atualizada, e se está ou não sendo cumprida e os planos, estudos e projetos já elaborados sobre o município.
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OBS: A base cartográfica disponível para os nossos trabalhos:
LASA (levantamento e atualizações) e geo processamento.
Para tanto dispomos do suporte da EPD/VR - Empresa de processamento de dados, capaz de emitir todos os documentos nas escalas necessárias.
Os mapas temáticos para leitura técnica da cidade serão apresentados também em data show.
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| 3.2 – Leitura Comunitária |
A leitura comunitária estará sendo construída nas 9 plenárias com os diversos segmentos sociais e com o apoio da Consultoria contratada para esta finalidade.
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| 3.3 – Leitura da Cidade |
A leitura da cidade, se dará com a sobreposição das duas leituras: a técnica e a comunitária.
É nesta etapa que afloram os principais temas e também os principais conflitos.
PRODUTO 2 – DIAGNÓSTICO DO CONSENSO – relatório sistematizado da leitura da realidade municipal – Produto etapa 2.
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| 4 – FORMULAÇÃO E PACTUAÇÃO DAS PROPOSTAS E ESTRATÉGIAS |
A partir da fase da leitura, serão definidos os temas prioritários para o futuro da cidade e para reorganização territorial do município. Será importante trabalharmos com perspectivas
estratégicas, selecionando temas e questões cruciais, que, se enfrentadas rapidamente e com eficácia, poderão redefinir o destino da cidade.
Nesta etapa, após a Leitura da Cidade concluída e o Diagnóstico apresentado, com a participação efetiva da comunidade em todo o processo, iniciaremos o processo de identificação dos temas essenciais, os eixos estratégicos com os enfoques para cada tema e questões levantadas e a formulação das propostas.
Com vistas à definição do conteúdo do Novo Plano Diretor Participativo serão confrontados os problemas e as potencialidades locais com as demandas da população. Os eixos estratégicos serão definidos pela Equipe Técnica da prefeitura, com o auxílio da Consultoria e com a supervisão do Conselho Gestor. Os resultados obtidos serão a base para o aprofundamento das proposições, quando levados à discussão com sociedade, no Fórum de Pactuação das Propostas. Para tanto, estamos propondo, a exemplo da etapa de capacitação, 9 plenárias com os diversos segmentos da sociedade.
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| PRODUTO 3: PACTUAÇÃO DAS PROPOSTAS |
Nesta fase serão elaborados texto base contendo tema, objetivos, estratégias, instrumentos e propostas – Produto da etapa 3.
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| 5 – FORMULAÇÃO DO ANTE PROJETO DE LEI DO NOVO PLANO DIRETOR |
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O Ante Projeto de Lei do Novo Plano Diretor Participativo, sintetizará a cidade que se pretende, contemplando os eixos, objetivos, estratégias e instrumentos discutidos e pactuados pela sociedade. Nessa etapa a consultoria contratada, com o apoio do Comitê Técnico, elaborará o Projeto de Lei que será submetido ao Conselho Gestor, com as propostas pactuadas ao longo do processo de elaboração do Novo Plano Diretor Participativo.
A formulação do projeto de lei deverá conter:
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| - Proposta de um sistema de Gestão e Planejamento permanente e democrático, visando a avaliação, atualização e ajustes na implementação do Plano Diretor; |
| - Os Instrumentos de Política Urbana deverão ser, o máximo possível, auto aplicáveis, utilizados em consonância com os problemas locais, definindo-se as áreas onde incidirão e as eventuais fórmulas de cálculo para sua aplicação; |
| - Propostas de ordenamento do uso do solo territorial; |
| - Estabelecimento de diretrizes para as ações prioritárias; |
| - Distribuição territorial da infra-estrutura e equipamentos coletivos; |
| - Caracterização do município contendo as análises e resultados de cada etapa; |
| - Macrozoneamento e mapas complementares à aplicação dos instrumentos; |
| - Fundamento das propostas e justificativas da aplicação dos instrumentos; |
- Determinação dos meios e a sistemática para revisão do Novo Plano ao longo do tempo.
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| PRODUTO 4: CONFERÊNCIA DE CIDADE E ELABORAÇÃO DO ANTE PROJETO DE LEI |
| Elaboração do ante projeto de Lei contendo o resultado da elaboração do Novo Plano Diretor com a participação popular – Produto da etapa 4. |